Gestão de Projectos
Os 7 Erros Mais Comuns na Gestão de Projectos de Construção
A maioria dos desvios de prazo e orçamento em obras de construção civil resulta de falhas evitáveis na fase de planeamento. Identificámos os sete erros mais frequentes e como preveni-los com metodologias PMI.
A experiência demonstra que a esmagadora maioria dos desvios de prazo e de orçamento numa obra não nasce em estaleiro, mas sim na fase de planeamento. Quando o âmbito não está claramente definido, qualquer decisão posterior tende a propagar-se em cadeia, gerando retrabalho, conflitos contratuais e custos imprevistos.
O primeiro erro é arrancar sem um âmbito de trabalho devidamente delimitado. Sem uma definição rigorosa do que está (e do que não está) incluído, a obra fica exposta a alterações constantes que o dono de obra raramente antecipa no orçamento inicial.
O segundo é subestimar o planeamento de prazos, recorrendo a cronogramas otimistas que ignoram folgas, dependências críticas e a disponibilidade real de recursos. O terceiro é a ausência de uma gestão de risco estruturada: os riscos existem sempre, e o que distingue um projecto bem gerido é tê-los identificado e mitigado antecipadamente.
Seguem-se a comunicação deficiente entre as partes interessadas, o controlo de custos reativo em vez de preventivo, a gestão informal de alterações ao contrato e, por fim, a fiscalização insuficiente da qualidade durante a execução. Cada um destes pontos, isoladamente, é recuperável; em conjunto, comprometem o resultado.
A boa notícia é que todos são evitáveis. A aplicação consistente das boas práticas do PMI (definição de âmbito, planeamento integrado, gestão de risco e controlo de desempenho) transforma a incerteza em decisões informadas. É precisamente esse rigor metodológico que procuramos imprimir em cada projecto que acompanhamos.
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